… encontro

Entre 4 e 7 de novembro acontece em Caracas o Encontro de Documentaristas Latinoamericanos do Século XXI, que contará com mais de 100 representantes de 19 países das Américas.

O evento comemora os 40 anos do histórico encontro realizado em Mérida em 1968, além de reafirmar o compromisso estabelecido no I Seminário e Fórum do Documentário Latino-americano, que aconteceu durante o Cinesul, em junho deste ano. Na ocasião, cineastas afirmaram a necessidade de abrir um espaço constante de debate sobre as questões do documentário latino-americano, e divulgaram a Carta do Rio de Janeiro (clique aqui para ler o documento).

Para o evento em Caracas, foram convidados os brasileiros Silvio Tendler, Eduardo Coutinho, Orlando Senna, Silvio Da-Rin, Vladimir Carvalho, Carlos Avellar, José Antonio Ameijeiras, Sergio Muñiz, Geraldo Sarno, Maurice Capovilla, Marilia Alvim, Wolney Oliveira, Eryk Rocha e Solange Lima.

Produção, rede lationamericana de exibição e distribuição, e questões estéticas e de conteúdo são os temas dos debates, que acontecerão no Hotel Alba Caracas. Haverá ainda exibições de filmes na Galeria de Artes Nacional.

A programação completa pode ser encontrada no site do CNAC

… ensaios

Produzida por Davi de Oliveira Pinheiro e Letícia de Cássia, a série para a internet Fronteiras do Pensamento: Ensaios Visuais traz curtas realizados por brasileiros com personalidades do cinema, teatro, música e artes plásticas.

Atualmente, é possível assistir no site a quatro dos cinco vídeos que compõem a série. Em Dois Andares, de Márcio Schoenardie, os diretores Beto Brant e José Padilha conversam sobre cinema no elevador. Na versão para a internet de Teatro de Titãs, de Fernando Belens, o dramaturgo Fernando Arrabal discute mitolgia, ditaduras, os caminhos da criação artística no século XX e o destino do teatro no século XXI. Destaque na nossa seção Vídeos para os mais recentes De volta ao quarto 666, de Gustavo Spolidoro, em que Wim Wenders, assim como fez com amigos cineastas em 1982, é questionado sobre o futuro do cinema na era digital; e What are you looking for?, de Camila Gonzatto, em que o compositor Philp Glass discorre sobre a criação musical.

Cada entrevista já valeria um curta por si só, devido à relevância dos personagens, mas é interessante notar que assim como foi proposto, os realizadores realmente fazem um ensaio visual, utilizando as falas como ponto de partida para mostrar suas visões sobre o fazer artístico.

No site há ainda entrevistas com os diretores sobre o processo de criação.

http://www.v2cinema.com/ensaiosvisuais/

… ecologia

A HISTÓRIA DAS COISAS ANNIE LEONARD

Enviado por Daniel Martins*

Mamãe Eu Quero, Mamãe Eu Quero!

Daniel Martins*

É impressionante como o ser humano (não humano) vive em uma comunidade onde todos os seus problemas são socializados, isso quer dizer divididos entre todos os cidadãos desde os mais ricos até os mais pobres, e todos os benefícios são privatizados ficando o “bendito lucro” sempre nas mãos das classes mais abastadas.
Quando a humanidade resolveu dar o devido crédito ao “bendito lucro” deixou claro para ela mesma, que muitos se sacrificariam por um estilo de vida que beneficiaria poucos felizes que viciaram em mamar nas tetas da sociedade e como uma criança faminta, é claro que não vão largar nunca. Primeiro porque o ser humano (não humano) é o único mamífero na face da Terra que toma leite a vida inteira! O chimpanzé, primata muito semelhante aos humanos (não humanos) bebe leite quando filhote, mas desmama com o passar do tempo. O elefante, gigantesco animal que desprende uma energia colossal também desmama. A baleia no fundo do mar também toma seu leitinho, mas desmama. O gambá desmama. O ouriço desmama. O bugio desmama. O veado desmama. O morcego desmama. SÓ O TAL DO SER HUMANO (NÃO HUMANO) É QUE NÃO DESMAMA!
É claro que isso faz parte do processo evolutivo do Homo sapiens, porém diferente do que o próprio ser humano (não humano) acredita, evolução é completamente diferente de progresso.
Evolução é a capacidade de adaptação de um ser vivo às condições ambientais que garantirá sucesso no processo competitivo entre as espécies diferentes e entre indivíduos da mesma espécie. Já progresso é o melhoramento gradual das condições econômicas, sociais, culturais e ambientais da humanidade que vai do bom para o melhor. Como percebe-se, evolução é um processo que atinge todos os seres vivos mas que age de maneira diferente em cada um, já progresso é um esforço coletivo para o bem estar coletivo.
Segundo porque o “bendito lucro” é considerado resultado do progresso da pequena parcela de seres humanos (não humanos) que conseguiram uma teta bem grande e cheia e que dá condições para adquirir o seu próprio bem estar, e que dá condições de iludir os sem teta de que tudo está indo bem e que é só continuar tocando a vida que a situação melhora.
Um exemplo disso é o tal do agronegócio. Hoje considerada uma palavra mágica, o agronegócio é a solução para os problemas do campo. Que problemas! Esse tal de agronegócio visa aumentar a produção, para aumentar as exportações, para aumentar o superávit, para aumentar o “bendito lucro” do latifundiário exportador, para aumentar cada vez mais sua grande e gorda teta. Claro porque hoje, quem é “agronegociador” é um ser humano (não humano) que tem uma bela de uma plantação de soja, ou de cana-de-açúcar, ou de café, ou de laranja que emprega no máximo 20 seres humanos (não humanos) sem teta, pois suas máquinas fazem o papel de batalhões, e que continua a expandir sua teta, a preço de banana, destruindo a única riqueza do ser humano (não humano) sem teta que são as fontes de recursos naturais, à custa do “bendito lucro”.
Outro exemplo é o falado Tratado de Kioto. Uma bela proposta com o objetivo de diminuir drasticamente os agentes poluidores do planeta em prol do progresso da humanidade.
Todo mundo achou bonito e importante. Só os Estados Unidos, apreciadores e detentores de uma bela de uma teta é que não assinaram, pois como eles mesmos dizem: “Teta tem que ser grande!” E o mundo, cheio de seres humanos (não humanos) acatou o seu processo evolutivo e não tomou nenhuma medida concreta, nenhuma reclamação consistente, NADA! Estamos simplesmente olhando para a teta dos outros!
Todos no mundo, inclusive você caro leitor, são seres humanos (não humanos), mamíferos que não desmamam apreciadores das tetas da humanidade. Dessa forma, para garantir o progresso da sociedade é necessário que todos bebam desse leite. Afinal de contas leite é rico em proteínas, carboidratos e sódio.

* Daniel Martins é biólogo, e atua há 6 anos em conservação dos recursos naturias gerenciando uma área de preservação particular nos arredores de São Paulo, implantando atividades de recuperações de áreas degradadas e soltura de animais silvestres, além de fiscalização ambiental. É também consultor e fundador da Imyraekos Planejamento Ambiental.

 

ASSISTA TAMBÉM AO VIDEOCLIPE

SENTADO NA BEIRA DO RIO,

DE DANIEL SÁ 

COM MÚSICA DE DJ DOLORES.

NA SEÇÃO VÍDEOS

… tesouros do cinema

Já imaginou ter acesso ao acervo cinematográfico das principais cinematecas européias sem sair de casa? Assistir a filmes do final do século retrasado, poder analisar a gênese do cinema?

Pois os cinéfilos já podem se deliciar com essa maravilha da nossa era digital: o site Europa Film Treasures, inciativa de mais de 30 cinematecas e arquivos europeus, reúne 53 filmes inéditos e raros, produzidos entre 1898 e 1970. Os filmes estão restaurados e disponíveis com legendas em espanhol, inglês, francês, italiano e alemão.

A visualização é gratuita, mas os filmes não podem ser copiados no computador. Até o fim do ano o projeto pretende colocar no ar cerca de 100 filmes, e promete quintuplicar esse número até 2012.

O endereço é www.europafilmtreasures.eu

FONTE: http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/cinemateca_no_computador.html

… editorial

Papel, cachaça e memória

 

VÍDEO
Assista ao curta “Montanãs de papel, montañas de injusticia”, do Movimento Mundial pelas Floresta Tropicais, sobre o impressionante impacto da indústria de celulose e papel.

 

O QUE É ISSO?
Ainda na discussão sócio-ambiental, tente adivinhar o que são essas imagens?

 

EVENTOS
Começa amanhã no CCBB a retrospectiva “Alain Resnais: A revolução discreta da memória”, que exibirá todos os filmes do cineasta francês.

Na quarta-feira continua o ótimo ciclo de debates “Visões do Documentário”, nesta semana com a  presença de Joel Pizzini e Erik Rocha. E também nesta quarta, dia 20,  o Cachaça Cinema Clube comemora seus 6 anos de existência com exibição de documentários brasileiros da década de 60 e 70.

… caso elena varela

Carta de Elena Varela luego de su liberación

Estimados compañeros, me dirijo a todos los audiovisualistas, a los artistas, a los actores, a los músicos, a los intelectuales. A la plataforma audiovisual, a la plataforma ciudadana por la libertad de expresión y creación, a las organizaciones de derechos humanos, a las organizaciones populares, a las organizaciones juveniles, a las organizaciones de mujeres, a las organizaciones que luchan por la libertad de expresión.

A todos los hermanos de otros pueblos de América latina, y también a los hermanos de otros pueblos que también luchan por su propia libertad, a los documentalistas del mundo, al pueblo mapuche principalmente.

Quiero hablarles y expresarles toda mi gratitud en este momento, en este momento que estoy gozando de una pequeña libertad, una libertad que ha sido ganada gracias a la lucha de nosotros, de ustedes, es una lucha que me ha permitido en este momento estar en mi domicilio con mi familia, es un momento muy doloroso y a la vez muy feliz de poder compartir con ustedes.

La libertad es un valor muy grande, es un valor muy fuerte; yo creo que un país democrático no puede faltar a la libertad, a la libertad de expresión; hacen falta leyes que nos apoyen, que apoyen al artista en su expresión, que no nos limite de poder decir nuestros valores, nuestra cultura, el derecho a expresarse, el derecho a poder construir una sociedad más justa. Es por eso que he sido perseguida, porque he tratado de alguna manera de mostrar este tipo de valor en mis trabajos, y allí es que yo quiero y deseo…y a la vez agradezco a todos ustedes… que levantan este discurso y esta bandera, la bandera de libertad.

Es increíble que en un país democrático en el cual varios y muchos han caído, muchos han sido encarcelados, muchos han sido desterrados, aún no se goce esa libertad de expresión, aún tengamos que estar en cárceles, aún no podamos disfrutar de verdad lo que significa.
Quiero que sepan que los llevo en mi corazón y quiero…envío desde acá, desde mi casa un saludo fuerte, van a pasar algunos meses de lucha todavía que tengo que dar…en los tribunales y también con ustedes compañeros para que pueda gozar de la libertad, de la libertad real, de la misma libertad que gozamos todos pero que vivimos con temor, con un temor a poder decir estoy en libertad y yo pienso esto.

Desde acá les envío un fuerte abrazo y quiero decirles principalmente que hay valores que a los artistas, que a los creadores, a los intelectuales del planeta nos hacen dignos. Y uno de esos es la libertad. Tenemos que hacer que todas estas expresiones…expresiones que nosotros vamos teniendo día a día, vayan haciendo que nuestra vida sea más digna, más justa; para que al final de toda esta historia la dignidad se haga costumbre, en nuestro país, en nuestra tierra latinoamericana.

Un respeto grande y un abrazo a nuestro pueblo mapuche que sufre día a día este mismo problema, a todos los marginados de este país, a todos aquellos que han sido reprimidos y han tenido que emigrar incluso.

Un abrazo fuerte para ustedes que están construyendo –y estoy segura- una sociedad más justa.
Gracias compañeros.

Elena Varela López

Publicada no site El Ciudadano: http://www.elciudadano.cl/2008/08/16/carta-de-elena-varela-luego-de-su-liberacion/

Elena Varela em “liberdade”

A cineasta chilena saiu do Centro Penitenciário de Rancágua na última quarta, dia 13/08, mas continua em prisão domiciliar. Seguem duas matérias com declarações da documentarista:

ELENA VARELA ABANDONA LA CARCEL Y REAFIRMA SU INOCENCIA

FONTE: Radio Universidad de Chile

Publicado el 14 Ago 2008
Por Raúl Martínez
Como un hecho político y por el temor del Estado al movimiento mapuche, calificó la documentalista Elena Varela, su detención tras ser vinculada a dos asaltos el 2004 y el 2005 en localidades del sur del país.
Luego que fuera liberada por una decisión del Tribunal de Garantía de Rancagua, Varela conversó con el programa “Política en Vivo” de Radio Universidad de Chile, donde expresó su absoluta inocencia en el caso que se le imputa.
“Nunca ha sido parte de mi lucha ni de mi pensamiento este tipo de manifestaciones. Por la misma razón me declaro inocente, para empezar. No tengo absolutamente nada que ver con esto que se me está inculpando. Me sorprendo y me vuelvo a sorprender cada día”, afirmó respecto a la manera en que se le involucró en los atracos que supuestamente buscaban fondos para sostener la defensa en Brasil del ex líder del FPMR Mauricio Hernández Norambuena, preso en ese país por el secuestro del empresario Washington Olivetto.
Elena Varela defendió su trabajo y la realización del documental Newen Mapuche, en el cual se da cuenta de las demandas de esta etnia.
En ese sentido, sostuvo que la investigación realizada para su trabajo artístico lleva a concluir que se trata de uno de los temas pendientes de la democracia.
“Desde la dictadura militar ya los mapuches habían perdido mucho y la democracia les plantea a ellos volver a obtener lo que habían perdido, y eso es uno de los puntos donde no se ha cumplido. Y de ahí parte la lucha y los encuentros que hay entre los sectores como el poder económico, las forestales y el poder político a la vez, los que finalmente van reprimiendo a las comunidades hasta convertirlas en un grupo que se transforma en una organización más reducida y cerrada y que hoy el Estado llama subversiva”, estimó.
Durante el tiempo que resta de la investigación, Varela permanecerá con medidas cautelares como arresto domiciliario nocturno y arraigo nacional que le impide salir del país.
 

CINEASTA CHILENA EN LIBERDAD CONDICINAL TRAS TRES MESES DE CÁRCEL

Santiago de Chile, 13 ago (PL) La documentalista chilena Elena Varela, encarcelada hace más de tres meses, fue puesta hoy bajo régimen de libertad vigilada, con arresto domiciliario y prohibición de abandonar el país.
Al salir del módulo de Alta Seguridad de la Cárcel de Rancagua, al sur de Santiago, la cineasta reiteró su inocencia en el caso que se investiga, en la que fue acusada de colaborar en dos asaltos bancarios en 2005.
Todavía estoy presa, dijo, pero siento que de alguna manera se está abriendo paso la justicia y espero que se cumpla lo que tiene que ser, lo real. La libertad tiene que llegar, porque aquí no hay nada que tenga que ver con esos asaltos y, la verdad, sigo pensando que hay todo un sistema extraño que todavía no logro entender.
Varela fue detenida el 7 de mayo cuando filmaba “Newen Mapu Che”, un documental sobre la lucha por la recuperación de tierras por los Mapuches en el sur del país, y sus filmaciones y equipos fueron requisados por la policía, motivando la protesta de varios gremios audio-visuales y periodísticos.
Grupos de solidaridad con Varela que vienen realizando manifestaciones desde su arresto, convocaron para mañana jueves “un gran acto” por su liberación.
Tras recordar que sus materiales aún no fueron devueltos, los organizadores señalaron que la liberación de Varela se logró gracias a la movilización de personas “preocupados de defender nuestro derecho a la libertad de expresión y creación”.
 
ln/jl
PL-240